quinta-feira, 25 de junho de 2015

MORRE NICO FAGUNDES, FICA AQUI A HOMENAGEM DO BLOG JAVALI DO HERVAL.

Infelizmente, Nico faleceu sem nunca ter feito um programa Galpão Crioulo em Herval, lembro em 1994, quando eu estava no quartel, ter prestigiado um programa do Galpão Crioulo em Jaguarão, no cais a beira do rio. Herval nunca foi o palco  deste programa, nem com essa versão com Neto Fagundes e Shanna Muller, mas imagina um rodeio Internacional de Herval, com essa atração !! Seria o ápice.
Aqui em Herval, em duas ocasiões uma por volta de 1990 ou 1991 durante o Festival nativista, o Rio Grande canta Herval (na piscina) e muito depois no Rodeio Internacional de Herval, no lonão, OS FAGUNDES, com o Neto, Bagre, Ernesto, vieram mas não o Nico !! O hino de Herval foi feito e interpretado por um Fagundes de peso, Doroteu Fagundes, ele que esteve recentemente em Herval, lançando o documentário em DVD sobre o heroi farroupilha, Rafael Pinto Bandeira, vários Fagundes vieram e tem uma história com Herval, menos o Nico, Herval não teve e não terá esse privilégio.
 Lamento que o programa dominical, e que tem mais de 30 anos, tenha um horário tão ruim!! Nos áureos tempos que o programa  era comandado pelo Nico, o horário era louco de bueno, tipo 9, 10 horas da manhã de domingo, agora o programa é as 06 da manhã !! muita gente olha, mas não a maioria que aproveita esse dia e esse horário para dormir até mais tarde e descansar.
Conheço pessoalmente a Shanna Muller, ela juntamente com o Neto, esse programa está em ótimas mãos, mas podiam trocar de horário com o programa global, Auto Esporte (programa sobre carros), Fica a dica. 
 Muita gente  por causa de ideologias políticas ou porque não gostam da RBS, vão diminuir ou  não admitir a importância do legado de Nico Fagundes para as nossas tradições, mas eu acho que um cara que fez mais de 30 mil km, de a cavalo empunhando a bandeira do Rio Grande, não é fraco não. 
Nesta quarta e quinta, nacionalmente só se falava na tv na morte do cantor sertanejo Cristiano Araújo, que apenas com 29 anos morreu tragicamente!! Mas aqui no Rio Grande, o luto dos gaúchos de fundamento, é pela morte do tio Nico, pois destes 80 anos, 70 foram dedicados ao culto, pesquisas e divulgação das nossas tradições gaúchas e latino americanas, a morte dele nacionalmente pode ser ofuscada ou renegada  diante da morte de um cantor sertanejo da moda, mas aqui no Rio grande, ele jamais vai ser esquecido, pois sua obra e seu legado estão imortalizado em documentos e em nossos corações, pois o Rio Grande, é um outro ´´país`` dentro do Brasil. 
Por:Paulinho da Mídia, o Javali do Herval.
Veja agora a biografia, deste ícone do tradicionalismo gaúcho. 

 Nico Fagundes nasceu em 4 de novembro de 1934, em Inhanduí, interior de Alegrete. Nico iniciou a carreira jornalística aos 16 anos, como cronista e repórter do jornal Gazeta de Alegrete. No mesmo período, começou a atuar na rádio local, apresentando programa humorístico e gauchesco. Foi secretário dos Cadernos do Extremo Sul, editando diversos poetas.
Em 1954, mudou-se para Porto Alegre, onde ingressou no 35 CTG, a convite do poeta Lauro Rodrigues. No mesmo ano, tornou-se redator do Jornal A Hora, no qual atuou durante muitos anos escrevendo a página Regionalismo e Tradição.
Em 1955, passou a fazer parte do Instituto de Tradições e Folclore da Divisão de Cultura do Estado. Durante oito anos, estudou folclorismo, especializando-se em Cultura Afro-gaúcha. Eleito Patrão do 35 CTG, tornou-se professor de danças folclóricas e literatura gauchesca no Instituto de Tradições e Folclore. Viajou para a Europa como sapateador do grupo Os Gaudérios, morando em Paris por quatro meses.
Iniciou pesquisas de indumentária gaúcha, tornando-se a maior autoridade sobre o assunto no Rio Grande do Sul. Contratado como ator pela TV Piratini, foi um dos fundadores do Conjunto de Folclore Internacional, mais tarde batizado de Os Gaúchos, do qual foi diretor durante 15 anos.
Em 1960, fundou, no Instituto de Tradições e Folclore, a Escola Gaúcha de Folclore, de nível superior, que funcionou durante seis anos. Atuou como titular nas cadeiras de danças folclóricas e indumentária gaúcha. Foi diretor da escola durante seis anos.
Formado em Direito, pós-graduado em História do Rio Grande do Sul e Mestre em Antropologia Social, todos os seus cursos foram realizados na Universidade Federal do RGS (UFRGS). Por todas essas suas qualificações, Antonio Augusto Fagundes é respeitado como autoridade em Folclore gaúcho, História do Rio Grande do Sul, Antropologia, Religiões afro-gaúchas, Indumentária gauchesca, Cozinha gauchesca e danças folclóricas.
Entretanto, a face menos conhecida deste intelectual é também sua face mais antiga, a de poeta. Ganhou prêmios e distinções importantes, como a Medalha do Pacificador, do Exército Brasileiro, a Comenda Osvaldo Vergara, da Ordem dos Advogados do Brasil, da qual é também advogado jubilado, e a Comenda do Mérito Oswaldo Aranha. Recebeu inúmeros prêmios em poesia, canções gauchescas, declamações, danças folclóricas e teses. É autor de mais de 100 músicas, entre as quais, "O Canto Alegretense".
Escreveu o roteiro do filme "Para Pedro". Atuou como ator, assistente de direção e consultor de costumes do filme "Ana Terra". Escreveu o roteiro, dirigiu e trabalhou como ator no filme "Negrinho do Pastoreio", com Grande Otelo. Atuou ainda como ator no filme "O Grande Rodeio", o qual também produziu e dirigiu.
Em 1976, ingressou na Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore. Em 1990, fundou e assumiu o comando do grupo Cavaleiros da Paz, com o qual empreendeu cavalgadas por diversos países da América do Sul. Quatro anos depois, assumiu a presidência do IGTF.
Na RBS TV, Nico apresentou o Galpão Crioulo por três décadas, de 1982 a 2012. Sua despedida da televisão foi marcada por uma edição comemorativa do programa, gravada com grandes nomes da música regionalista em Venâncio Aires. No ar, Nico foi substituído pelo sobrinho Neto Fagundes e pela cantora Shana Müller.
Em 2000, teve um acidente vascular cerebral (AVC), e chegou a se afastar do Galpão Crioulo, mas se recuperou. Em 2001, juntou-se aos sobrinhos Neto e Ernesto e ao irmão Bagre Fagundes para formar o grupo Os Fagundes.
Galpão Crioulo Neto Fagundes Nico Fagundes (Foto: Divulgação/RBS TV)
Nico Fagundes (Foto: Divulgação/RBS TV)
Galpão Crioulo Neto Fagundes Nico Fagundes (Foto: Divulgação/RBS TV)
Nico ganhando beijo das colegas de trabalho (Foto: Divulgação/RBS TV)
Galpão Crioulo Neto Fagundes Nico Fagundes (Foto: Divulgação/RBS TV)
Nico Fagundes apresentando o Galpão Crioulo na década de 1980 (Foto: Divulgação/RBS TV)

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