domingo, 26 de julho de 2015

Preço da carne sobe e retrai o consumo.

Noticia de Pelotas, a ´´capital ``de Herval.
Valores da carne de rês devem começar a baixar até novembro para o consumidor.

Por: Cássia Medronha

Fotos: Paulo Rossi
O consumidor está sentindo no bolso o preço da carne vermelha e já reduziu em 25% o consumo. O preço se mostra maior a cada mês e em julho alcançou a maior alta do ano, algo em torno de R$ 28,00 o quilo.
A cotação teve um salto de quase 20% em relação ao mês de junho (R$ 23,35) e quase 50% maior em relação ao mesmo período no ano passado (R$ 18,90), segundo dados do Procon Pelotas.
   
         
As alternativas mais procuradas para substituir o consumo de rês são a carne de frango, que se mantém na média de R$ 5,70 o quilo, e a carne suína, na média de R$ 8,69 o quilo da paleta, segundo a Associação Gaúcha de Supermercados.
“Quem levava um quilo, leva meio, quem levava dois, leva um”, comenta o proprietário da Casa de Carnes José Eduardo Cassana. Localizado no centro de Pelotas, ele tem fornecedor e abate previamente acertados, mas não teve como fugir deste aumento. Após perceber uma queda de até 30% no escoamento de carne de primeira, ele acabou disponibilizando uma oferta maior de frango.
Retranca

A situação é reflexo da escassez de oferta de carne no campo, enfrentada nos últimos meses. O pecuarista desfruta da valorização dos preços, já que os insumos também estão em elevação. A indústria, que precisa absorver, repassa o valor para o varejo, que por sua vez chega a um alto preço ao consumidor.
    

Segundo análise do diretor executivo do Sindicato de Indústrias de Carne do Rio Grande do Sul, Zilmar Moussalle, a situação deve amenizar somente em novembro. Até lá os pecuaristas se veem obrigados a retirar o rebanho do campo para implantar as lavouras de grãos e acabam cedendo aos preços oferecidos na regularização da oferta.
Segundo Informativo Conjuntural da Emater/RS o pecuarista gaúcho está recebendo uma média de R$ 5,39 no quilo vivo do boi gordo. Remuneração 30% maior do que o mesmo período no ano de 2014.
Panorama nacional

O Rio Grande do Sul é o único Estado que mantém as cotações em elevação e apresenta a cotação do boi gordo mais elevada do país. Segundo a consultoria da Safras & Mercado a pressão de baixa vem se consolidando nos demais estados. A expectativa é que ela perdure até o final do mês, até mesmo os frigoríficos de menor porte têm conseguido dar bom seguimento às suas escalas de abate.
“O fato é que o mercado está atuando em condições adversas, e o pecuarista, em algum momento, terá de se render ao mercado e atender à atual realidade, na qual há retração geral do consumidor e também do mercado externo e entregar os bovinos gordos, pois tem compromissos a cumprir”, acredita o consultor Paulo Morinari.
Fonte:http://www.diariopopular.com.br/ (Diário Popular)
Postagem:Paulinho da Mídia, o Javali do Herval

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