segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Mormo deixa em alerta donos de cavalos


Casos suspeitos de mormo em cavalos cancelam desfile de 20 de setembro em pelo menos seis cidades do estado

Adair já recebeu os exames e os resultados foram negativos: os cavalos estão bem de saúde

A preocupação dos proprietários de cavalos com a saúde desses animais é frequente, mas dobrou desde o primeiro caso da doença do mormo em junho deste ano, em Rolante, no Vale do Paranhana. Com a proximidade da Semana Farroupilha, donos dos equinos também dão a eles uma atenção especial, devido ao contato destes com os seres humanos. No entanto, pelo menos seis cidades do Rio Grande do Sul cancelaram o desfile de 20 de setembro, devido aos 11 casos suspeitos da doença. Venâncio Aires segue com a programação confirmada para a data.
O mormo provoca problemas respiratórios nos equinos, pode ser transmitido para seres humanos e levar à morte. A infecção pela bactéria se dá através do contato com fluídos corporais dos animais doentes, como: pus, urina, secreção nasal e fezes.
REGRAS
De acordo com a vice-presidente da Associação Tradicionalista Venâncio-airense, Luce Carmen da Rosa Mayer, a programação do dia 20 de setembro não foi cancelada na Capital Nacional do Chimarrão. Por sua vez, os proprietários destes animais precisam obedecer a algumas regras. Por exemplo, para que os equinos tenham autorização para desfilar, precisam passar pelo exame do mormo e de anemia infecciosa equina, além de fazerem a vacina contra a influenza equina. Após os exames, que demoram cerca de 14 dias para ficarem prontos, o proprietário recebe um documento, com validade de 60 dias. Além disso, para ser retirada a Guia de Transporte Animal (GTA), documento também obrigatório para participar do desfile, é necessário que a pessoa tenha o animal cadastrado na Inspetoria Veterinária.
Para os cavalos desfilarem, nós vamos cobrar a Guia de Transporte Animal e os exames, porque é uma questão de saúde pública, mesmo que o visitante seja de outro município
EXAMES
Conforme o médico veterinário de Venâncio Aires, Rodrigo Schuch, os exames têm um custo e o valor tem variação de acordo com cada profissional, mas, em média, custa R$ 200.
Os proprietários de cavalos, com o propósito de evitar a doença do mormo, já estão à procura de profissionais para fazerem os exames. 'Os exames do mormo são feitos por laboratórios credenciados no Ministério da Agricultura e no Rio Grande do Sul. Nós não temos nenhum laboratório credenciado para fazê-los, por isso demoram para ficarem prontos, porque nós temos que enviar para fora do estado', comenta.
Rodrigo, por exemplo, já examinou cerca de 250 animais no município e conta que a demanda começou a crescer nas últimas três semanas. Segundo ele, este procedimento não precisa ser feito apenas quando o dono tiver o interesse em participar de atividades com o cavalo, mas também torna-se importante que esses exames e vacinas sejam feitos independente disso, como forma de prevenir doenças.

 SUSPEITA DE MORMO EM SER HUMANO
Esteve em discussão o caso de suspeita da doença do mormo em um ser humano. A vítima é UM trabalhador rural de 19 anos de Santana do Livramento, na Fronteira Oeste. O hospital Santa Casa de Misericórdia de Santana do Livramento aguarda o resultado de um exame que pode constatar o primeiro caso de infecção pela bactéria causadora da doença no estado.
Seria a primeira ocorrência desde o surgimento de um foco da enfermidade em junho deste ano. Segundo o diretor técnico do hospital, Antônio Cabrera, ele apresentou sintomas compatíveis com a doença do mormo. Cabrera não descarta a infecção por bactéria. Ele afirma que foi coletado sangue e que o resultado do exame que vai confirmar ou descartar a doença.
Por:Paulinho da Mídia, o Javali do Herval.

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