terça-feira, 13 de outubro de 2015

Agroindústria de Queijos de Pedras Altas produz com tecnologia europeia


Produtores viajaram até a França para aprender na fonte a fazer queijos de alta qualidadeFoto: Nauro Junior
No sul do Estado, os moradores de Herval e de Pedras Altas podem saborear queijos com qualidade francesa com preço tão acessível quanto o produto local. A origem? A Queijaria Mãe Natureza, localizada no assentamento Nossa Senhora da Glória, em Pedras Altas, e criada com apoio da ex-primeira-dama francesa Danielle Mitterrand, que esteve na região no ano de 2001. 

Depois de pesquisadores e agricultores franceses enfrentarem os 40 quilômetros de estrada de chão do centro de Herval até o assentamento, os produtores gaúchos foram à Europa em diversas missões. Waldemar de Oliveira, 53 anos, foi um dos 10 gaúchos que participaram do intercâmbio. 

– Acho que tivemos os melhores professores que era possível se ter, já que eles produzem mais de 300 tipos de queijo – orgulha-se Oliveira. 

O intercâmbio surgiu durante o Fórum Social Mundial de 2001. No encontro, os agricultores de Pedras Altas receberam do grupo estrangeiro incentivo para apostar na produção de gado leiteiro e queijos. A ex-primeira-dama francesa, por meio da Fundação França Liberdades, patrocinou a construção da queijaria. O projeto ainda teve apoio da organização não governamental franco-brasileira Holos. Segundo o coordenador da implantação da queijaria, professor Lovois de Andrade Miguel, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a qualidade da produção é excepcional. 

– Os agricultores dominam todo o processo, do pasto à produção do queijo – explica Miguel. 

Para o agricultor Élio Vicente de Lazari, responsável pela queijaria, a meta agora é expandir a venda para toda a Região Sul. 

– Ainda nos falta a regularização para vender para todo o Estado. Assim que isso estiver acertado, deveremos aumentar nossa produção. Já produzimos, além do queijo, iogurtes e bebidas lácteas – afirma Lazari. 

Atualmente, o queijo produzido no assentamento é vendido com valor do mercado regional, cerca de R$ 14 o quilo. 

CULTURA QUE VEM DE FAMÍLIA

Produzir queijo não é novidade para Élio de Lazari e a mulher Geni, 49 anos. Descendentes de italianos, os dois costumavam ver as mães fazendo queijo numa panela sob o fogão à lenha. Geni, que também foi à França, aprimorou na Europa a técnica aprendida com a mãe. Hoje, o filho do casal, Rafael de Lazari, 21 anos, estuda Agronomia em Pelotas e sonha em retornar para o assentamento para agregar à queijaria o que aprendeu na universidade.
Postagem:Paulinho da Mídia, o Javali do Herval

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