quinta-feira, 20 de outubro de 2016

PRODUÇÃO LEITEIRA DE HERVAL RECEBE ASSESSORIA TÉCNICA EM PARCERIA COM A UFPEL (UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS)



Exames, avaliações, assessoria e cuidados com o rebanho foram passados em dois dias de trabalho

Através de uma parceria com o curso de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), quatro famílias de produtores tiveram seus rebanhos avaliados com exames de brucelose e tuberculose, um total de 106 bovinos entre as quatro propriedades. A proposta surgiu quando o veterinário da secretária de Agropecuária, Gabriel Fiori participou de uma das reuniões que o SEBRAE promove com os produtores de leite e percebeu a necessidade. Sabendo da existência do projeto Assessoria Técnica em Saúde na Produção Leiteira de Base Agroecológica em Assentamentos da Reforma Agrária na Região Sul do Brasil, o contato foi realizado e os produtores escolhidos por fatores técnicos avaliados.

Para os alunos que acompanham o projeto coordenado pelo professor Dr. em Ciências Veterinárias, Luiz Filipe Damé Schuch,  uma grande aula prática, para as famílias do campo, um dia atípico, de trocas e aprendizado. Divididos em dois grupos os alunos iniciaram os trabalhos por volta das 7h30, um permaneceu na propriedade do seu Nelson, com o veterinário Giovani Girolometto, contratado pelo projeto, o outro se dirigiu ao Sítio do Polaco (Seu Daniel) com o professor Schuch. Logo após foram atendidos os produtores Valdomiro e Jairo, três no assentamento Fazenda Nova e Jairo no assentamento terra do Sol.

O trabalho consistia na avaliação dos animais, raspagem, medição, aplicação de aglutinantes na corrente sanguínea e coleta de sangue. Enquanto os animais passavam pelo processo, os produtores ficavam atentos e auxiliando ao redor. Mimosa, dormenta, Lolita entre tantos outros nomes dados as vacas demonstram o tipo de cuidado que elas recebem das famílias.

Residindo no município de Herval há 20 anos, no assentamento rural fazenda nova, as famílias dos produtores Nelson Neves e Daniel Rakuloski, passaram por muitas dificuldades até engajar na produção de leite e distribuir para as empresas que industrializam e comercializam a produção. Tanto Daniel, quanto seu Nelson chegou numa época em que não havia água e nem energia elétrica, primeiramente investiram no plantio, soja, milho e feijão, logo perceberam que não daria para sustentar a família e os custos da casa, a saída foi comprar uma vaca e investir no leite.

As mulheres Regina e Eva, irmãs que deixaram suas famílias para acompanhar os maridos, contam que no inicio as jornadas eram difíceis e que graças ao apoio uma da outra conseguiram permanecer, criar os filhos e melhorar de vida.
- Começamos com uma vaca, e como não tínhamos energia elétrica compramos um tambo entre várias famílias, de manhã o leite era recolhido de carroça, à tardinha o Daniel pegava a bicicleta e levava uns 5 km todo dia, conta dona Regina.

Jairo Domingues de Oliveira, da terra do Sol, conta que também reside no município de Herval há bastante tempo, ainda investe no plantio de abóbora, mas conta que hoje sua principal renda é através da venda do leite, uma produção que chega a 10.200 litros ao mês, com 22 vacas produzindo, uma renda de mais de 3 mil reais ao mês. A questão dos exames é muito importante em todos os âmbitos. Jairo explica que além da saúde, a apresentação dos exames gera uma renda de 0,02 centavos o litro, e diminui o custo para o produtor, já que esses exames sairiam mais de R$ 1.000,00 (um mil reais) se fossem feitos de forma particular.

Daniel, Jairo, Valdomiro e Nelson ficaram muito agradecidos, principalmente pela disponibilidade e vontade que enxergam no veterinário Gabriel, que já nos seus primeiros meses de trabalho está demonstrando que veio para somar no município e que está buscando interagir e auxiliar cada vez mais, os produtores rurais, bem como agradeceram a parceria de longa data com o SEBRAE, EMATER e Secretária de Agropecuária e Desenvolvimento que prestam assistência técnica e auxiliam muito os produtores nessa batalha.



As zoonoses

A Brucelose, também conhecida como aborto infeccioso é transmitida via oral e a aerógena, tem grandes riscos pela inseminação artificial, os sintomas mais clássicos são, aborto no terço final da gestação, natimortos, nascimentos de bezerros fracos e corrimentos vaginais. É comum haver retenção de placenta e infertilidade temporária ou permanente. O método mais comum de diagnóstico para a brucelose são as provas de aglutinação de soro sanguíneo.

A Tuberculose bovina é uma doença infectocontagiosa de caráter crônico, que apresenta como agente etiológico o Mycobacterium bovis. A forma mais comum de infecção nos bovinos é a via respiratória, já para o homem se dá por meio do leite de vacas infectadas.

O que acontece com os animais infectados?


Um programa de controle e erradicação desta doença deve contar com práticas que envolvam a identificação e a eliminação dos animais que estão infectados e também, com a indenização dos proprietários para que possam repor os animais eliminados, sendo que esta reposição deve ser feita, de preferência, utilizando-se terneiras, fêmeas jovens não prenhes, vacinadas ou provenientes de rebanhos livres. O controle é feito através da vacinação, protegendo os animais sadios e eliminando, aos poucos, os animais doentes.

att
Fernanda de Freitas
Assessora de Imprensa
Jornalista MTb 5427
Fone: (53) 84015328
Fonte: Site Prefeitura de Herval.

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