quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

01/12/16 DIA MUNDIAL DE COMBATE A AIDS, PELOTAS REGISTROU 300 NOVOS CASOS DA DOENÇA.

"Já conheci pessoas lindas e saudáveis com Aids”

Relato é de um travesti há três anos em tratamento contra a doença, contraída por sexo sem preservativo com cliente
Por Kimberlly Kappenberg

Dona de casa de 36 anos, que se descobriu soropositiva 15 dias após a morte do marido; Pelotas registrou quase 300 novos casos de Aids e HIV esse ano (Foto: Paulo Rossi - DP)

Comigo nunca. Esse era o pensamento de uma dona de casa que, aos 36 anos, se descobriu com Aids em Pelotas, município que registrou quase 300 novos casos da doença e de HIV esse ano.
Dedicada ao lar, ao marido e à filha, não passava por sua cabeça que a doença pudesse estar tão perto. E foi só após a morte do companheiro que a verdade veio à tona. Em um período de 15 dias, a dona de casa descobriu que ele tinha muitas amantes e se encontrou lendo um exame que confirmava ser ela soropositiva.
O apoio de familiares e o auxílio de Organizações Não Governamentais (ONGs) a encorajaram a viver. “Me aceito como sou”, afirma ela, que há sete anos toma o coquetel antiaids diariamente. Na luta, já passou por mudanças bruscas de peso e pela depressão, além de diariamente conviver com o preconceito, pois é comum que as pessoas pensem que só mulheres solteiras contraem a doença, ou que todo soropositivo tem pouco peso, o que está longe da verdade. “Aids não tem cara” enfatiza ela.
A opinião é compartilhada pela travesti S.L. Em tratamento contra a doença há três anos, ela contraiu o vírus na prostituição, através do sexo sem o uso de preservativos. Entre homens casados e solteiros, das mais distintas classes, até hoje não sabe distinguir com quem ocorreu a infecção. “Não há perfil. Já conheci pessoas lindas e saudáveis com Aids”, conta.
Através do tratamento, tenta melhorar a autoestima e agradece pelo carinho que recebe dos profissionais da saúde, para quem não existe distinção entre os pacientes. Gesto que não se repete no dia a dia. “Muitos olham os soropositivos com nojo e espalham informações erradas” reclama S.L. O preconceito se repete também na procura de emprego, pois quando revela ser portadora do vírus, as entrevistas costumam terminar mais cedo. A travesti admite que contraiu a Aids por irresponsabilidade, e por isso deixa um alerta: “se protejam e aos outros também”
Fonte: Diário Popular.
Postagem:Paulinho da Mídia, o Javali do Herval.

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